Quanto Custa um Site para Restaurante em Portugal?

Ilustração de um prato com uma fatia cortada em vermelho ao lado de um recibo, representando a comissão que as plataformas de entrega cobram em cada refeição

Um site para restaurante em Portugal custa entre 650€ e 2.500€, e sobe para a faixa dos 1.500€ a 3.500€ se incluir encomendas online próprias. A pergunta mais útil não é quanto custa, é ao fim de quantas encomendas se paga a si próprio, porque as plataformas de entrega cobram entre 15% e 30% de cada venda.

Este artigo faz essa conta, e cobre uma obrigação legal que a maioria dos sites de restaurantes portugueses ignora. Para faixas de preço gerais, veja quanto custa criar um site em Portugal.

Resumo rápido

  • Site institucional com ementa: 650€ – 1.200€
  • Com reservas online: 1.000€ – 2.500€
  • Com encomendas próprias: 1.500€ – 3.500€
  • Comissões das plataformas: 15% a 30% por encomenda
  • Alergénios: obrigatório informar sobre 14 substâncias
  • Custos anuais: 150€ – 400€

A conta que decide o investimento

As plataformas de entrega cobram comissões que variam tipicamente entre 15% e 30% das vendas brutas, havendo relatos de valores próximos dos 35% nalguns casos. Durante a pandemia chegou a existir um limite temporário imposto pelo Governo, que não se mantém como regra permanente.

Um sistema de encomendas no seu próprio site não tem comissão por venda. Tem custo de construção, custo de manutenção e comissão de pagamento, que é muito menor. A conta fica assim, com uma encomenda média de 25€:

Encomendas por mêsCusto em plataforma a 25%Custo no site próprioDiferença anual
50313€/mês~15€/mês~3.570€
100625€/mês~28€/mês~7.160€
2001.250€/mês~55€/mês~14.340€

A 50 encomendas mensais, um site de 2.500€ paga-se em menos de nove meses. É uma conta que impressiona, e é por isso que convém dizer imediatamente o que ela esconde.

O que esta conta não inclui

As plataformas não cobram apenas pela tecnologia. Cobram pela procura: trazem clientes que nunca ouviram falar de si e tratam da entrega. O seu site não traz clientes novos sozinho, e alguém tem de entregar a comida. A leitura correta não é abandonar as plataformas, é transferir para o site próprio os clientes que já são seus, os que repetem e que hoje passam pela plataforma por hábito. Esses são pura margem perdida.

A obrigação legal que quase nenhum site cumpre

O Decreto-Lei n.º 26/2016, que aplica o Regulamento (UE) n.º 1169/2011, obriga todos os estabelecimentos de restauração a facultar informação sobre a presença de substâncias que causem alergias ou intolerâncias. São 14 alergénios, e a obrigação abrange alimentos não pré-embalados, ou seja, os pratos servidos ao balcão e à mesa.

A lei admite duas formas de cumprir: indicar os alergénios prato a prato, ou indicar de forma clara onde essa informação está disponível.

Aqui está a consequência para o site, e é onde a maioria falha. Se publica a ementa online, essa ementa é informação ao consumidor. Publicar os pratos e os preços sem qualquer referência a alergénios, e sem dizer onde essa informação pode ser obtida, deixa uma lacuna evidente. Resolve-se com pouco trabalho:

  • Marcar os alergénios em cada prato, idealmente com ícones e legenda
  • Ou incluir uma nota visível na ementa a indicar onde a informação completa está disponível
  • Lembrar que a obrigação inclui os ingredientes dos ingredientes, e não apenas os principais

Ementa em PDF é o erro mais caro

Uma parte significativa dos restaurantes portugueses publica a ementa como PDF ou como imagem. Isso custa dinheiro por três razões em simultâneo.

ProblemaConsequência
O Google lê mal PDFs e não lê imagensNão aparece em pesquisas pelos pratos que serve
Ilegível no telemóvel sem ampliarA maioria das visitas vem de telemóvel
Atualizar exige refazer o ficheiroPreços desatualizados durante meses

Uma ementa em texto normal, numa página do site, resolve os três de uma vez. Alguém que pesquisa “bacalhau à brás em Setúbal” só pode encontrar o seu restaurante se esse texto existir como texto.

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O que um site de restaurante precisa mesmo

Por ordem de retorno, e não por ordem de vaidade:

  1. Ementa em texto, atualizável sem depender de ninguém, com alergénios
  2. Horário, morada e telefone visíveis sem rolar a página
  3. Perfil de empresa no Google ligado ao site e com fotografias reais
  4. Botão de reserva ou de telefone, com um toque no telemóvel
  5. Fotografias dos pratos, tiradas com luz natural
  6. Encomendas online próprias, se o volume justificar

O ponto três merece destaque. Para restauração, o Perfil de empresa no Google gera frequentemente mais visitas do que o site, porque quem procura onde almoçar pesquisa no telemóvel e decide pelo mapa. Um site excelente com um perfil vazio é dinheiro mal aplicado.

Reservas: o que compensa em Portugal

Há três níveis, e a escolha depende do número de mesas e não do orçamento disponível:

SoluçãoCustoAdequado a
Botão de telefone e formulário simplesIncluído no siteCasas pequenas, serviço familiar
Motor de reservas com gestão de mesas30€ – 100€/mêsVolume alto, controlo de ocupação
Plataformas de reservasComissão por reservaQuem procura clientes novos

Para a maioria dos restaurantes portugueses independentes, o primeiro nível chega. Um formulário que envia um email e um botão de telefone que liga com um toque resolvem a esmagadora maioria das reservas, sem mensalidade.

O cálculo das comissões convence qualquer dono de restaurante em dois minutos. O que raramente lhe dizem é que o site não substitui a plataforma no primeiro mês. Substitui os clientes habituais, um a um, e isso leva uma temporada.

Darlington Vincent, Fundador da DVCodeWeb

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Perguntas frequentes

Quanto custa um site para restaurante em Portugal?

Entre 650€ e 1.200€ para um site institucional com ementa, 1.000€ a 2.500€ se incluir reservas online, e 1.500€ a 3.500€ com sistema de encomendas próprio. Aos custos de construção acrescem 150€ a 400€ por ano de domínio, alojamento e manutenção.

Compensa ter encomendas no site em vez das plataformas?

Depende do volume. As plataformas cobram tipicamente entre 15% e 30% das vendas brutas. Com uma encomenda média de 25€ e 50 encomendas por mês, a diferença ronda os 3.570€ por ano, e um site de 2.500€ paga-se em menos de nove meses. Mas as plataformas trazem clientes novos e tratam da entrega, por isso a estratégia realista é transferir para o site os clientes que já repetem.

Sou obrigado a indicar alergénios na ementa online?

O Decreto-Lei n.º 26/2016, que aplica o Regulamento (UE) n.º 1169/2011, obriga os estabelecimentos de restauração a facultar informação sobre 14 alergénios, incluindo em alimentos não pré-embalados. Pode indicá-los prato a prato ou indicar claramente onde a informação está disponível. Se publica a ementa online, essa informação deve acompanhá-la.

Posso pôr a ementa em PDF no site?

Pode, mas perde em três frentes. O Google lê mal PDFs e não lê imagens, pelo que não aparece nas pesquisas pelos pratos que serve; é difícil de ler no telemóvel, de onde vem a maioria das visitas; e atualizar preços obriga a refazer o ficheiro. Uma ementa em texto normal resolve os três problemas.

O que é mais importante, o site ou o Google Maps?

Para restauração, o Perfil de empresa no Google gera frequentemente mais visitas do que o site, porque quem procura onde almoçar pesquisa no telemóvel e decide pelo mapa. O ideal é ter ambos e ligados entre si. Um site excelente com um perfil vazio é dinheiro mal aplicado.

Preciso de um sistema de reservas pago?

Para a maioria dos restaurantes independentes portugueses, não. Um formulário simples que envia email e um botão de telefone que liga com um toque resolvem quase todas as reservas sem mensalidade. Um motor de reservas com gestão de mesas, entre 30€ e 100€ por mês, justifica-se com volume alto e necessidade de controlar ocupação.

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Fontes

  1. Obrigação de informação sobre alergénios na restauração: Decreto-Lei n.º 26/2016 e Regulamento (UE) n.º 1169/2011.
  2. Regras de rotulagem e informação ao consumidor: ASAE.
  3. Orientação setorial sobre indicação de alergénios: AHRESP.
  4. Faixas de comissão praticadas pelas plataformas de entrega em Portugal, consultadas em julho de 2026.
  5. Faixas de preço de construção: dados internos da DVCodeWeb, mais de 50 projetos entregues em Portugal.
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