Para criar o site da empresa, siga esta ordem: objetivo, domínio em nome da empresa, alojamento, plataforma, textos e páginas, SEO base, obrigações legais, testes e manutenção. Feito por um profissional em Portugal, custa de 400 € a 6.000 € em 2026, consoante as páginas e as funções.
Quem pesquisa «como criar um site» no Google encontra sobretudo páginas de construtores de sites a vender o próprio plano. Nenhuma diz em nome de quem deve ficar o domínio, o que a lei portuguesa obriga o site a mostrar, ou quanto custa cada caminho depois do primeiro ano. É nesses pontos que as empresas perdem dinheiro, por isso cada passo deste guia traz a decisão que sai cara quando corre mal.
Trabalhamos em criação de sites profissionais, e mesmo assim há empresas para quem o melhor é fazer o site sozinhas num construtor. O teste do passo 4 ajuda a perceber em que caso está a sua.
Resumo rápido
- Ordem dos passos: objetivo, domínio, alojamento, plataforma, textos, páginas, SEO, lei, testes, medição, manutenção
- Domínio .pt no DNS.pt: 31,37 € por ano, impostos incluídos
- Construtor, plano de entrada: 108 € a 168 € por ano (Squarespace e Wix, setembro de 2026)
- Feito por um profissional: 400 € a 6.000 €
- Manutenção na DVCodeWeb: desde 25 € por mês, sem prazo mínimo
- O erro mais caro: o domínio registado em nome de outra pessoa
- Obrigações legais: 6 a verificar, consoante o que a empresa vende e a quem
Os preços da DVCodeWeb são os que praticamos, os mesmos da tabela de preços e do simulador. Os preços de terceiros (DNS.pt, Wix, Squarespace e Hostinger) foram lidos nas páginas oficiais a 17 de setembro de 2026 e mudam com frequência; o Wix e a Hostinger anunciam-nos sem impostos. As obrigações legais foram lidas no texto consolidado de cada lei, na base de legislação da PGDL e no EUR-Lex. Este guia informa e não substitui aconselhamento jurídico.
Os 11 passos para criar o site da empresa, e o erro que sai caro em cada um
A ordem conta. Escolher a plataforma antes de saber o que o site tem de fazer, ou pagar o design antes de ter os textos, é como muitas empresas acabam a pagar duas vezes pelo mesmo site. Esta é a sequência, com a decisão de cada passo e o erro que custa dinheiro:
| Passo | A decisão | O erro que sai caro |
|---|---|---|
| 1. Objetivo | O que o site tem de trazer à empresa e como se mede | Pagar páginas que ninguém usa e faltar a que traz clientes |
| 2. Domínio | O nome, .pt ou .com, e em nome de quem fica | Domínio em nome do fornecedor, ou perdido por falta de renovação |
| 3. Alojamento | Onde o site fica e quanto custa ao renovar | Escolher pelo preço de entrada e ser surpreendido na renovação |
| 4. Plataforma e quem faz | Construtor, WordPress com apoio ou uma empresa | Ficar preso a uma plataforma de onde o site não sai |
| 5. Textos e fotografias | Quem escreve e que imagens mostram a empresa | Construir o site com texto provisório e refazê-lo quando chega o verdadeiro |
| 6. Páginas e estrutura | Que páginas, e uma por serviço | Uma só página para todos os serviços, sem uma página que o Google possa mostrar para cada um |
| 7. SEO base | Títulos, endereços, velocidade, Search Console e Perfil da Empresa | Publicar sem SEO e pagar para o refazer depois |
| 8. Obrigações legais | Identificação, privacidade, cookies, Livro de Reclamações | Estatísticas a recolher dados antes do consentimento |
| 9. Verificações | O que testar antes de abrir ao público | Um formulário que não entrega os pedidos |
| 10. Medição | Que números acompanhar e onde | Não saber de onde vêm os contactos |
| 11. Manutenção | Quem atualiza, renova e faz cópias de segurança | Plugins desatualizados e um domínio que expira sem ninguém o renovar |
Os passos 2 a 4 são os que mais pesam no custo ao fim de alguns anos, e o passo 8 é o que os primeiros resultados do Google deixam de fora. Cada um é explicado a seguir, a começar pelo único que não custa dinheiro: decidir para que serve o site.
Passo 1: o que o site tem de conseguir, antes de gastar dinheiro
A primeira decisão não é técnica. Escreva numa frase o que o site tem de trazer à empresa: pedidos de orçamento, marcações, vendas, ou confiança para quem já ouviu falar de si. Cada objetivo pede páginas diferentes e mede-se de maneira diferente.
| Objetivo principal | O que o site precisa | Como saber se funciona |
|---|---|---|
| Parecer credível a quem já conhece a empresa | Serviços, zona onde trabalha, trabalhos feitos e contactos | Pesquisas pelo nome da empresa no Google Search Console |
| Receber pedidos de orçamento | Uma página por serviço e um formulário curto | Pedidos recebidos pelo site em cada mês |
| Marcações ou reservas | Agenda ligada ao site, com confirmação por email | Marcações feitas pelo site |
| Vender online | Loja com MB WAY, Multibanco e faturação ligada | Encomendas e valor médio por encomenda |
Se as mesmas perguntas chegam todos os dias, sobre horários ou preços, um chatbot no site pode responder-lhes e passar a uma pessoa o que não sabe.
Em 2025, 62,9% das empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas tinham site próprio ou do grupo, contra 79,0% na União Europeia, segundo o INE e o Eurostat. Quem ainda não tem site, ou tem um que não traz contactos, começa por aqui.
Com o objetivo escrito, a primeira compra é o domínio, e é a mais difícil de corrigir se ficar mal feita.
Ainda não sabe o que o site tem de fazer? Conte-nos o que a empresa faz e ajudamos a pôr o objetivo por escrito.
Falar connoscoPassos 2 e 3: domínio em nome da empresa e alojamento pelo preço de renovação
Passo 2: o domínio, .pt ou .com, e em nome de quem
O domínio é o endereço do site (aempresa.pt) e também o do email da empresa. Se o perder, perde os dois, com o endereço impresso nos cartões e o histórico que o Google associou a esse nome.
Para uma empresa que trabalha sobretudo em Portugal, o .pt mostra ao cliente que a empresa é portuguesa; se vende para fora, o .com faz sentido. Se o nome é importante, registe os dois e faça um apontar para o outro. Registado diretamente no DNS.pt, a entidade que gere o .pt, um domínio custa 31,37 € por ano, impostos incluídos. Os registrars acreditados definem os seus próprios preços.
A decisão que sai cara é o nome do titular. Pelas regras do .pt, o titular é quem tem o direito de uso do domínio, e deve ser a empresa, com um email que a empresa controla. Um domínio registado em nome do freelancer ou da agência fica dependente da relação com eles.
As novas Regras de Registo de .pt estão em vigor desde 1 de julho de 2026. O registo só fica válido depois de verificados os dados do titular (artigo 2.º).
Se houver dúvidas sobre esses dados, o DNS.pt pede confirmação no prazo máximo de 10 dias e, sem resposta, remove o domínio (artigo 9.º). Se não renovar até ao fim do prazo, há mais 30 dias para o fazer, mas nesse período o domínio deixa de estar ativo, e com ele o site e o email (artigo 17.º).
Os projetos que acabam mal não são os que escolheram o mais barato. São os que não perguntaram em nome de quem ficava o domínio.Darlington Vincent, Fundador da DVCodeWeb
Se já tem um domínio e não sabe em nome de quem está, veja como confirmar quem é o dono do seu site e que cláusulas pedir por escrito.
Passo 3: o alojamento, comparado pelo preço de renovação
O alojamento é o servidor onde o site fica guardado e de onde é enviado a quem o visita. Nos construtores de sites vem incluído no plano; com WordPress, contrata-se à parte.
Faça a conta com o preço de renovação, que é o que vai pagar durante anos. Um exemplo real: a 17 de setembro de 2026, o plano Premium de alojamento WordPress da Hostinger anunciava 2,99 € por mês num plano de 48 meses pago de uma vez, com renovação a 9,99 € por mês, preços sem impostos. Acabado o período inicial, paga mais do triplo.
Antes de contratar, confirme:
- o preço de renovação, com impostos;
- quem faz as cópias de segurança e onde ficam guardadas;
- se o email da empresa está incluído;
- se o certificado HTTPS se renova sozinho;
- em nome de quem fica a conta do alojamento.
Com o endereço e o servidor decididos, falta a escolha que mais pesa no custo total e no tempo que vai gastar: quem faz o site, e em que plataforma.
Passo 4: construtor, WordPress com apoio ou uma empresa? Faça o teste
Uma empresa tem três caminhos. Fazer o site sozinha num construtor como o Wix ou o Squarespace. Usar WordPress, com alguém que o construa e ajude a mantê-lo. Ou entregar o projeto a uma empresa de criação de sites. Nenhum serve todas as empresas: a escolha depende do que o site tem de fazer e de quem vai tratar dele.
Teste: qual é o caminho certo para o seu site?
1. O que o site tem de fazer pela empresa?
2. Quem vai construir e atualizar o site?
3. Os textos e as fotografias estão prontos?
4. O que pesa mais na decisão?
5. Quanto conta o Google para trazer clientes?
Responda às cinco perguntas para ver a recomendação.
Um construtor de sites, feito por si
Faz sentido quando o site é sobretudo um cartão de visita, alguém na empresa tem tempo para o fazer e os clientes chegam mais por indicação do que pelo Google. O plano de entrada custava 108 € (Squarespace Basic) a 168 € por ano (Wix Inicial, sem impostos) em setembro de 2026. Registe o domínio em nome da empresa e conte com refazer o site se um dia mudar de plataforma.
WordPress, com alguém que o construa e ajude a manter
Faz sentido quando quer controlo sobre o site e alguém na empresa trata dos conteúdos. Paga o alojamento (na Hostinger, por exemplo, 9,99 € por mês ao preço de renovação, sem impostos), o domínio e a construção, que um freelancer cobra entre 400 € e 1.500 € num site institucional. O WordPress é software livre: o site muda de alojamento ou de fornecedor consigo. As atualizações precisam de um responsável.
Uma empresa de criação de sites
Faz sentido quando o site tem de trazer pedidos, marcações ou vendas e ninguém na empresa tem tempo para o fazer e manter. Em Portugal, uma agência cobra entre 600 € e 6.000 €; na DVCodeWeb, os sites custam de 400 € (uma landing page) a 6.000 €. Peça por escrito que o domínio e todos os acessos fiquem em nome da sua empresa.
Os três caminhos lado a lado
| Construtor (Wix, Squarespace) | WordPress com apoio | Uma empresa de criação de sites | |
|---|---|---|---|
| Para começar | Plano de 108 € a 168 € por ano (Squarespace Basic; Wix Inicial, sem impostos) | Construção por um freelancer: 400 € a 1.500 € num site institucional | 600 € a 6.000 € numa agência; na DVCodeWeb, 400 € a 6.000 € |
| Todos os anos | O plano e o domínio (a oferta de domínio do Wix vale só no primeiro ano) | Alojamento (Hostinger: renovação a 9,99 € por mês, sem impostos), domínio e atualizações | Domínio, alojamento e manutenção, se a contratar (na DVCodeWeb, desde 25 € por mês, com domínio e alojamento) |
| De quem é o quê | O conteúdo é seu; o site só funciona nos servidores do construtor | O WordPress é software livre (GPL); domínio e alojamento em seu nome, se os registar assim | O que o contrato disser: exija domínio e acessos em nome da empresa |
| Mudar de plataforma | Refazer o site: o Squarespace exporta só parte do conteúdo e o Wix não permite alojar o site noutro lado | Leva o site para outro alojamento ou outro fornecedor | Possível, se recebeu os acessos e os ficheiros |
| O seu tempo | Muito: constrói, escreve e atualiza | Médio: trata dos conteúdos | Pouco: envia textos e fotografias e aprova |
| Limites | Só as funções que o construtor oferece | Plugins e atualizações precisam de um responsável | Custa mais no início |
| Faz sentido quando | O site é um cartão de visita e há tempo para o fazer | Quer controlo e tem quem trate dos conteúdos | O site tem de trazer clientes e ninguém tem tempo para ele |
Os preços foram lidos a 17 de setembro de 2026 nas páginas do Wix, do Squarespace e da Hostinger, em planos anuais. As limitações de exportação são as que o centro de ajuda do Wix e o do Squarespace descrevem. As faixas de freelancer e agência vêm do nosso levantamento de preços publicados em Portugal.
Se o teste apontou para ajuda profissional e hesita entre uma pessoa e uma equipa, compare as duas opções em freelancer ou agência. As faixas por tipo de site e o custo ao fim de três anos estão em quanto custa criar um site. Se o caminho for uma empresa, as perguntas a fazer e o que exigir na proposta e no contrato estão no guia para escolher uma empresa de criação de sites.
O teste apontou para uma empresa? Diga-nos o que a empresa faz e o que o site tem de conseguir.
Pedir orçamentoSeja qual for o caminho, os textos e as fotografias saem da empresa, e são o passo que mais vezes fica para depois.
Passos 5 e 6: textos, fotografias e as páginas que o site precisa
Passo 5: textos e fotografias que explicam o que vende
Quem visita o site procura três respostas: o que a empresa faz, se trabalha na sua zona e como pede um orçamento. Escreva cada serviço com essas respostas e com as palavras que os clientes usam quando lhe telefonam.
Nas fotografias, prefira imagens reais da equipa, do espaço e do trabalho feito. Antes de as pôr no site, reduza o tamanho dos ficheiros, porque fotografias pesadas tornam o site lento no telemóvel.
A decisão que sai cara é deixar os textos para o fim. Um site construído com texto provisório tem de ser ajustado quando o texto verdadeiro chega, porque as frases têm outro tamanho e as secções mudam, e esse trabalho paga-se duas vezes.
Passo 6: as páginas e a ordem em que aparecem
O número de páginas decide boa parte do preço. Uma página por serviço dá ao Google uma página certa para cada pesquisa, e ao cliente um sítio onde pedir exatamente aquele serviço. Estes são os tipos de site mais comuns, com as páginas típicas e o preço na DVCodeWeb:
| Tipo de site | Páginas típicas | Preço na DVCodeWeb |
|---|---|---|
| Landing page | Uma página com formulário, para um serviço ou uma campanha | 400 € a 500 € |
| Site institucional | Até 5: início, sobre, serviços, trabalhos e contacto | 600 € a 800 € |
| Site profissional | 6 a 12, uma por serviço, com blog | 900 € a 2.000 € |
| Site à medida | 13 ou mais, com áreas próprias e integrações | 2.000 € a 6.000 € |
| Loja online | Loja essencial ou loja avançada, sem limite de produtos | 1.000 € a 5.000 € |
O que inclui cada tipo está na tabela de preços para criação de sites. Se o site vai vender, a loja tem passos e obrigações próprios, explicados no guia para abrir uma loja online. Se o site vai receber marcações, a escolha entre uma plataforma, um plugin ou um sistema à medida está explicada no guia sobre reservas e marcações no site. Com as páginas definidas, é altura de preparar o SEO base, enquanto o site ainda está a ser construído.
Passo 7: 8 pontos de SEO base para ter feitos antes de publicar
SEO (otimização para motores de pesquisa) é o trabalho que ajuda o Google a encontrar, perceber e mostrar o site. O próprio Google aconselha a tratar disto no início:
Um excelente momento para contratar um especialista em SEO é quando está a pensar redesenhar um site (quanto mais cedo, melhor) ou a planear lançar um site novo. Assim, em conjunto com esse especialista, garante que o site é desenhado de raiz para os motores de pesquisa.Google Search Central, «Do you need an SEO?» (tradução nossa)
Estes são os 8 pontos que devem estar feitos no dia em que o site abre:
- Cada página tem um título e uma descrição próprios, com o serviço e a zona onde trabalha.
- Os endereços das páginas são curtos e legíveis, como aempresa.pt/servicos/canalizacao.
- Cada página tem um só título principal (o H1) e subtítulos por ordem.
- O site abre depressa e lê-se bem no telemóvel.
- As imagens têm texto alternativo, que as descreve a quem não as vê, e ficheiros leves.
- O site usa HTTPS, com um certificado que se renova sozinho.
- O Google Search Console está ligado e o mapa do site (sitemap) foi enviado.
- O Perfil da Empresa no Google tem o mesmo nome, morada e telefone do site.
O certificado HTTPS não tem de ser uma despesa: a Let’s Encrypt não cobra pelos certificados, que valem 90 dias, e por isso a renovação tem de ser automática. O ponto 8 é o que põe a empresa no mapa, e o passo a passo para aparecer no Google Maps está num guia à parte.
«Ninguém pode garantir o primeiro lugar no Google», escreve o próprio Google na página Do you need an SEO? (tradução nossa). Se um orçamento promete posições, peça outro. Se o site já está publicado e não aparece, comece por perceber porque é que o site não aparece no Google.
Quer o SEO base feito desde o primeiro dia? Vem incluído em todos os sites que fazemos.
Pedir orçamentoPasso 8: o que a lei obriga o site de uma empresa a mostrar em Portugal
É o passo que os guias que aparecem primeiro no Google deixam de fora. Nem todas as obrigações se aplicam a todas as empresas: dependem de o site recolher dados, usar cookies ou servir consumidores. A tabela resume as seis a verificar, com a lei de cada uma.
| Obrigação | Quando se aplica | O que o site tem de ter | Lei |
|---|---|---|---|
| Identificação da empresa | Serviços prestados à distância, por via eletrónica, no âmbito de uma atividade económica | Nome ou denominação social, morada, email e os restantes elementos de identificação que o artigo 10.º enumera | Decreto-Lei n.º 7/2004, artigos 3.º e 10.º |
| Informação sobre dados pessoais | Quando o site recolhe dados, por exemplo num formulário de contacto | Quem trata os dados e como o contactar, para que servem, com que fundamento e a quem são comunicados | RGPD, artigo 13.º |
| Consentimento para cookies | Quando usa cookies que não são estritamente necessários, como os de estatística | Pedido de consentimento antes de os ativar | Lei n.º 41/2004, artigo 5.º |
| Livro de Reclamações Eletrónico | Fornecedores de bens e prestadores de serviços abrangidos, mesmo que só trabalhem online | Acesso à plataforma do livro, em local visível e destacado | Decreto-Lei n.º 156/2005, artigo 5.º-B |
| Resolução alternativa de litígios | Quando vende bens ou serviços a consumidores | As entidades de resolução de litígios competentes e o site de cada uma | Lei n.º 144/2015, artigo 18.º (ASAE) |
| Acessibilidade | Serviços de comércio eletrónico para consumidores, desde 28 de junho de 2025; as microempresas que prestam serviços ficam de fora | Um site que pessoas com deficiência conseguem usar, segundo os requisitos da lei | Decreto-Lei n.º 82/2022 |
A CNPD lembra que o dono do site responde por todos os cookies que deixa colocar, e que os cookies de estatística precisam de consentimento. Um aviso que só informa, enquanto o Google Analytics já recolhe dados, não dá ao visitante o consentimento prévio que a Lei n.º 41/2004 exige.
Se a empresa vende a consumidores, o livro de reclamações e a informação sobre litígios são dois pontos fáceis de esquecer; o primeiro está explicado em Livro de Reclamações Eletrónico. Nas profissões reguladas, como advogados ou médicos, o site indica também o título profissional, a entidade onde a pessoa está inscrita e as regras profissionais que se aplicam (artigo 10.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 7/2004). Num site de advogados somam-se ainda as regras da Ordem dos Advogados sobre publicidade.
Alguns setores somam regras próprias. Um site para clínica ou consultório dentário tem de mostrar o registo na ERS, e as marcações online podem recolher dados de saúde. Um site de alojamento local mostra o número de registo do RNAL. E um site de restaurante que publica a ementa tem de indicar os alergénios, ou onde essa informação está disponível.
SEO base, cookies e RGPD tratados desde o início
Todos os sites que fazemos incluem SEO base, aviso de cookies e RGPD, ligação ao Google Search Console e 30 dias de correções depois do lançamento. O domínio fica em nome da sua empresa.
Pedir orçamentoPassos 9 a 11: testar, publicar, medir e manter o site
Passo 9: as verificações antes de publicar
Antes de abrir o site ao público, passe por esta lista e marque o que já está feito:
O terceiro ponto merece um teste real: um formulário que não entrega os pedidos parece funcionar a quem o preenche, e a empresa só dá pela falta quando os contactos deixam de chegar.
Passo 10: o que medir depois de publicar
Medir é o que liga o site ao objetivo do passo 1. Quatro números chegam para começar:
| O que medir | Onde ver | Porque importa |
|---|---|---|
| Pesquisas em que o site aparece e cliques | Google Search Console | Mostra se o Google encontra o site e para que pesquisas |
| Pedidos de contacto e de orçamento | O email que recebe o formulário | É o número que paga o site |
| Chamadas e pedidos de direções | Perfil da Empresa no Google | Conta os clientes que nunca abrem o site |
| Páginas mais vistas e origem das visitas | Google Analytics, depois do consentimento | Diz que páginas melhorar primeiro |
Passo 11: manter o site, e o que custa não o fazer
Um site não fica feito no dia do lançamento. O WordPress, usado por 40,2% de todos os sites segundo a W3Techs, funciona com plugins, e é nos plugins que aparece a maioria das falhas: em 2025 foram encontradas 11.334 vulnerabilidades novas no ecossistema WordPress, 91% delas em plugins, segundo o relatório anual da Patchstack.
Manter um site é, no mínimo, atualizar e testar a seguir, fazer cópias de segurança guardadas fora do servidor, renovar o domínio e o certificado a tempo e confirmar que o formulário continua a entregar pedidos. Nos construtores, a plataforma trata das atualizações, mas o plano, o domínio e os conteúdos continuam por sua conta. O que um site WordPress exige manter, dos plugins às versões de PHP, está explicado num guia à parte.
Nos sites que fazemos, os 30 dias depois do lançamento incluem correções. A partir daí, a manutenção de sites é opcional e custa desde 25 € por mês num site simples, com domínio e alojamento incluídos e sem prazo mínimo. A conta anual, linha a linha, está em quanto custa manter um site.
Perguntas frequentes
Como criar um site gratuito em Portugal?
Vários construtores de sites têm planos gratuitos. O Wix publica o site num endereço do tipo nomedeusuario.wixsite.com e só retira os anúncios do Wix nos planos pagos, e o Google Sites publica em sites.google.com. Para uma empresa, o endereço próprio é o mínimo: um domínio .pt custa 31,37 € por ano registado diretamente no DNS.pt. O site pode ser feito por si, mas o domínio paga-se sempre.
Quanto custa criar um website?
Depende de quem o faz. Num construtor, o plano de entrada custava entre 108 € e 168 € por ano em setembro de 2026 (Squarespace Basic e Wix Inicial). Feito por um profissional em Portugal, um site custa de 400 € a 6.000 €. Na DVCodeWeb, uma landing page custa 400 € a 500 € e um site institucional com até cinco páginas 600 € a 800 €. Todos os anos somam-se o domínio e o alojamento.
Qual é a melhor aplicação para criar sites?
Não há uma melhor para todas as empresas. O WordPress é o mais usado, com 40,2% de todos os sites segundo a W3Techs, e dá controlo sobre o site, mas exige atualizações. Construtores como o Wix e o Squarespace são mais simples de usar, mas o site fica ligado à plataforma. Escolha pelo que o site tem de fazer e por quem o vai manter.
Posso criar o site da empresa sozinho?
Pode, sobretudo se o site for de apresentação e tiver tempo para o construir e atualizar. Registe o domínio em nome da empresa, use um plano que permita endereço próprio e cumpra as obrigações legais: identificação da empresa, política de privacidade, consentimento para cookies e, se a empresa for abrangida, o Livro de Reclamações Eletrónico. Quando o site tem de trazer clientes pelo Google, a ajuda profissional costuma compensar.
O que é preciso para criar um site?
Um objetivo claro, um domínio registado em nome da empresa, alojamento ou um plano de construtor, uma plataforma, os textos e as fotografias, e as informações legais: identificação da empresa, política de privacidade e aviso de cookies. Antes de publicar, teste o formulário e o site no telemóvel, e ligue o Google Search Console para saber como o Google vê as páginas.
Devo registar o domínio .pt ou .com?
Se a empresa trabalha sobretudo em Portugal, o .pt identifica-a como portuguesa e custa 31,37 € por ano registado diretamente no DNS.pt; os registrars acreditados têm preços próprios. Se vende para fora de Portugal, o .com faz sentido. Se o nome é importante, registe os dois e faça um apontar para o outro. Em qualquer caso, o titular deve ser a empresa.
Um site de empresa precisa de política de privacidade e de aviso de cookies?
Se recolhe dados pessoais, por exemplo num formulário de contacto, o RGPD (artigo 13.º) obriga a informar quem trata os dados, para quê e com que fundamento. Se usa cookies que não são estritamente necessários, como os de estatística, a Lei n.º 41/2004 exige consentimento prévio, e a CNPD lembra que o dono do site responde por todos os cookies que deixa colocar.
O site da empresa tem de ter o Livro de Reclamações Eletrónico?
Se a empresa fornece bens ou presta serviços abrangidos pelo regime do livro de reclamações, sim, mesmo que só trabalhe online. O Decreto-Lei n.º 156/2005 (artigo 5.º-B) obriga a mostrar no site o acesso à plataforma do Livro de Reclamações, em local visível e destacado, e a responder a cada reclamação no prazo máximo de 15 dias úteis.
Quanto custa manter um site por ano?
O mínimo é o domínio, 31,37 € por ano num .pt registado no DNS.pt, e o alojamento ou o plano do construtor. Com WordPress, juntam-se as atualizações e as cópias de segurança, feitas por si ou por alguém que contrate. Na DVCodeWeb, a manutenção de um site simples custa desde 25 € por mês, com domínio e alojamento incluídos e sem prazo mínimo.
Quem fica dono do site se contratar uma empresa?
Fica o que o contrato disser. Peça que o domínio seja registado em nome da sua empresa, que os acessos ao alojamento e ao painel do site lhe sejam entregues e que o design e os textos feitos para si passem para a empresa no fim. Na DVCodeWeb, o domínio fica em nome do cliente e todos os acessos são entregues no fim do projeto.
Fontes e metodologia
- Preço do domínio .pt: DNS.pt, tabela de preços 2026; regras do .pt em vigor desde 1 de julho de 2026, artigos 2.º, 7.º, 9.º e 17.º: DNS.pt, Regras de Registo de .pt. Lidos a 17 de setembro de 2026.
- Identificação do prestador: Decreto-Lei n.º 7/2004, artigos 3.º e 10.º, texto consolidado (PGDL), lido a 17 de setembro de 2026.
- Informação a dar quando se recolhem dados: Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), artigo 13.º (EUR-Lex), lido a 17 de setembro de 2026.
- Cookies: Lei n.º 41/2004, artigo 5.º, na redação da Lei n.º 46/2012 (PGDL) e CNPD, nota informativa sobre cookies de 25 de junho de 2021, lidas a 17 de setembro de 2026.
- Livro de Reclamações Eletrónico: Decreto-Lei n.º 156/2005, artigos 2.º e 5.º-B, texto consolidado (PGDL) e livroreclamacoes.pt, lidos a 17 de setembro de 2026.
- Resolução alternativa de litígios: ASAE, perguntas frequentes sobre a Lei n.º 144/2015, lidas a 17 de setembro de 2026.
- Acessibilidade: Decreto-Lei n.º 82/2022, artigo 2.º (PGDL), lido a 17 de setembro de 2026.
- Empresas com site: INE, Utilização de TIC nas empresas 2025 (empresas com 10 ou mais pessoas) e Eurostat, isoc_ciweb, consultados a 17 de setembro de 2026.
- SEO: Google Search Central, Do you need an SEO? (citações traduzidas por nós), lido a 17 de setembro de 2026.
- Certificados: Let’s Encrypt, perguntas frequentes, lidas a 17 de setembro de 2026.
- Uso do WordPress: W3Techs, a 17 de setembro de 2026; licença: WordPress.org.
- Vulnerabilidades: Patchstack, State of WordPress Security in 2026, lido a 17 de setembro de 2026.
- Construtores: Wix, planos Premium, Wix, exportar o site, Squarespace, preços, Squarespace, exportar o site e Google Sites, domínio personalizado, lidos a 17 de setembro de 2026.
- Alojamento: Hostinger, alojamento WordPress, lido a 17 de setembro de 2026.
- Preços da DVCodeWeb: tabela de preços e simulador, em setembro de 2026. Faixas de freelancer e agência: o nosso guia de preços, a partir de preços publicados em Portugal.
Prefere que tratemos disto?
Diga-nos o que a empresa faz e o que o site tem de conseguir. Recebe uma proposta escrita com o que está incluído, e o domínio fica em nome da sua empresa.
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